quarta-feira, 15 de outubro de 2008

a apresentação e o congresso (SOCINE 3/4)

Minha comunicação foi tranquila. Eu estava relativamente bem preparado. Os professores do curso de audiovisual do SENAC que dividiram a mesa comigo falaram que gostaram, o Paulo também não falou mal. Esqueci de dizer algumas coisas, mas acho que me sai bem. Com o tempo, vou adquirindo confiança e os trejeitos para ser um bom expositor, mas quero mesmo é ser construtor de conhecimento EM CONJUNTO com os convivas. Esse negócio de expositor é talvez necessário, mas de certo antiquado.

Almoçamos num restaurante chinês bem brasileiro, com direito a arroz/feijão. Não dei sorte nas comunicações que assisti, exceto de Katia Augusta Maciel sobre favela franquiada e o novo sertão tal qual representados pelo cinema e outros veículos; a de Paulo Montanaro (o mesmo citado anteriormente) sobre o cinema educativo de Humberto Mauro em contraposição ao pensamento industrial do cinema brasileiro segundo a crítica e a corporação cinematográfica contemporânea do cineasta; e a de Denis Porto Renó sobre pós-modernidade e o cinema digitalmente expandido, sinônimo de cinema interativo.

Deu muita vontade de ir embora e ninguém entendeu. Só me entende quem sabe o que é estar fisicamente em um lugar mas virtualmente em outro. O que eu tinha de importante pra resolver em Brasília já foi feito. O que eu tenho de mais importante na vida está em São Carlos, e é pra lá que eu vou! Entre encontros e desencontros, fiz o check out e fui pra rodoviária. O calor seco e irritante desse lugar é apenas uma metáfora de meu estado de espírito. De Brasília a Ribeirão, onde a cavalaria irá me resgatar de volta ao meu reino de sonhos e amarguras, êxtases e penas acizentadas, asas e correntes que me moldam enquanto me posiciono no mundo. Ai, ai...
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