quarta-feira, 15 de outubro de 2008

bye bye, brasília (SOCINE 4/4)

É, não quero mesmo ficar mais aqui. Não sei se é o calor, a secura do ar ou a desigualdade opressora, mas eita povo grosso! Não fazem questão alguma de sorrir, te tratar bem, agradecer ou simplesmente falar "tchau" ao telefone. Há exceções, claro! - e em geral as exceções são migrantes. Mas é uma má vontade generalizada aliada aos caprichosos desígnios dos turistas. Turista em geral é maleta, mas anfitriões carrancudos também o são. Nem nós, nem vocês! Todos temos o lado belo e o hediondo (roubei).

Estando na bolha hotel-UnB não pude conhecer a cidade, só na ida à rodoviária que o taxista mostrou-me os principais pontos turísticos pelo caminho. Brasília tem seus encantos, mas não me tocou o peito, não dessa vez. Mas tem bastante mata, vias largas e visão constante do horizonte, quente e seco.

Descobri um novo prazer: olhar o céu de óculos escuros. Você talvez não imagina a vida que se esconde nas nuvens quando nosso olhar está ofuscado pela luz do sol. Aliviado, respiro fundo e busco inspiração/paciência pra encarar mais 12h de viagem. Pra trás, Brasília e um vício; pra frente, São Carlos e minha vida de volta.

PS: tenho sim prazer em fazer da minha vida um conto: é vitimização e espetáculo.

Um comentário:

Paulo Roberto Montanaro disse...

Fala Betão! Beleza?
Que saga essa sua narrada em Brasília! hehehe Só agora postei lá no "Pensando..." sobre Brasília, fazendo o link para o texto da RUA. Se puder, dá uma olhadinha lá.

Há braços
Paulo

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