sábado, 3 de novembro de 2007

...um daqueles dias

É, hoje é mais um daqueles dias... Sabe aqueles em que tudo parece tão distante? Em que nada parece te satisfazer, e por isso ficamos numa constante busca de algo que nos preencha? Em vão, né, porque nada que vem de fora pode nos preencher. Se essa sensação existir - algo de fora te preenchendo - há quem diga que isso é uma satisfação superficial, ou do ego. Sou da linha filosófica que acredita que o ego não é nosso verdadeiro "Eu", mas apenas uma máscara* externa e periférica de nosso ser.

Isso que é duro... é impossível enganar a nós mesmos. Qualquer que seja o ponto-de-vista, se temos consciência de algo que cremos poder ser real, não podemos nos livrar disso - vai cercar nossas reflexões. Já dizia Raul Seixas: "Queria ser burro, sofria menos" (ou algo parecido).

Então aqui estou eu, fugindo de meu próprio "Eu". Tô achando mais fácil pensar que uma companheira resolveria minhas angústias. Mas lá vem essa tal consciência me dizendo: "Ei, me'rmão, pera aí! Vc sabe que a felicidade não consiste em ter ou não ter algo, mas na maneira como lidamos com o 'ter' ou o 'não-ter' esse algo." É, sou obrigado a concordar... Recuso-me ser marionete do acaso! Por mais que eu acredite que o acaso na verdade é um ser** inteligente, tenho certeza de nossa autonomia e liberdade e do poder de nossas decisões perante aos "incidentes" do dia-a-dia. Sobre esse assunto, super-Recomendo a leitura dos dois primeiros capítulos do livro O caminho da felicidade, de Huberto Rohden. O desafio seguinte é ler o livro todo...

"Conclua, companheiro!" Como se isso fosse possível..! À guisa de conclusão, deixo a questão em aberto, assim como está em aberto essa ferida a me corroer por fora. Por fora mesmo, não por dentro! Ainda segundo o Rohden, nosso "Eu" é intovel...


* ou um conjunto de máscaras
** ou um conjunto de seres

Um comentário:

Ihtago disse...

Camarada pensador,
impossível fugir do fato de que o ego não é simplesmente um apêndice ou uma máscara recobrindo um princípio mais profundo de nosso ser. Pelo menos nas atuais condições, nós somos nossos egos - vivemos em estado de ego.
Então como extirpar o que sou eu mesmo, a minha realidade mais próxima e familiar? A aniquilação do ego com todas suas máscaras nos colocaria em contato direto com o absoluto. Pelo menos pra mim, é uma ambição que ainda não tenho - o Thiago, o Madruga, qualquer outro apelido que eu ou alguém invente, ainda quer viver um tanto por aqui...

Mas viver bem, viver melhor, que fique claro. O que significa: realizar ambições do ego, que no entanto, não acredito serem tão destituídas de valor. Sempre acredito que as coisas (todas) têm raízes mais profundas, não poderia ser diferente com as angústias do ego.

E seguimos cercando...
Abçs

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